O olhar por dentro da política

Na vida temos a árdua tarefa de fazermos análises sobre a conjuntura que nos é imposta todos os dias. Economia, família, educação e política são algumas dessas vertentes que, como seres humanos falhos, insistimos em tentar assinar o último capítulo da obra como se realmente conhecêssemos tudo e todos. Achamos que conhecemos a fundo o universo das pessoas e do espaço que dividimos diariamente.

Antes de ser vereador eu conhecia o “copo” por fora e fatalmente e humanamente fazia observações e concluía abordagens na tranquila posição de não estar dentro do copo. Fora dele, apenas recebia gotas de informação e olhando para a água nele contida avaliava se a mesma estava ou não própria para o consumo. Não conhecia o gosto e tampouco sabia como essa água chegava e era formada dentro desse copo.

Na qualidade de vereador estou tendo a nobre experiência de analisar o líquido contido no “copo” por dentro. Nesse caso, diferente de antes de ser eleito, posso mergulhar na água e até bebê-la se eu quiser. E conhecendo o gosto e sabendo de todas as nuances de como essa água é tratada torna-se, na maioria das vezes, mais difícil se posicionar. Há muito mais a dissecar, analisar, compreender…

Porém, ao estar diante do líquido que às vezes até derrama do copo estou vez ou outra – ainda não conheço o fundo desse objeto- brigando comigo mesmo, com meus conceitos e com a ardente ética que sempre será testada, seja em nossa vida privada ou no meu caso, na pública. Na vida pessoal, decisões são sempre difíceis de tomar. E mais difícil ainda é quando as decisões mexem com a vida de uma população. É necessário coerência, ética, respeito e muita responsabilidade para que a água não respingue nos que esperam de você uma postura que se adeque aos anseios dos que muitas vezes são esquecidos pelo poder público.

A água, na sua essência é inodora, insípida e incolor. No copo da vida não, com certeza não! A água que vislumbro na qualidade de representante do povo tem cheiro, sabor e cor. Essa constatação não me anima, mas também não retira de mim a disposição para virar ou até quebrar o copo se for preciso. É necessário coragem!

Como bem disse a poetisa mineira Ana Martins Marques em seu poema “Tenho quebrado copos”: “tenho observado brevemente seu formato pensando que acontecer é irreversível pensando em como é fácil destroçar.”

“Tenho embrulhado os cacos com jornal para que ninguém se machuque como minha mãe me ensinou como se fosse mesmo possível evitar os cortes (mas que não seja eu a ferir) tenho andado a tentar não me ferir e não ferir os outros enquanto esgoto o estoque de copos”.

Nobre leitor, seguirei observando e aprendendo as nuances de cada copo. Dependendo do seu conteúdo, poderei estar contemplando algo bom ou ruim para a minha trajetória. Sigamos o caminho das águas, mas como bom marinheiro, cauteloso para que não sejamos tragados por elas.

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LEIS CLÁUDIO ANDRADE • 1 – Lei nº 8.750, de 11 de maio de 2017, que dispõe sobre a obrigatoriedade de ser franqueado ao consumidor o acesso à cozinha e outras dependências de restaurantes, hotéis e similares no Município de Campos dos Goytacazes. • 2 – Lei nº 8.760, de 29 de junho de 2017, que dispõe sobre a obrigatoriedade de hotéis e estabelecimentos similares oferecerem desjejum apropriado a diabéticos e celíacos no Município de Campos dos Goytacazes. • 3 – Lei nº 8.775, de 20 de outubro de 2017, que estabelece uma política de Combate à Corrupção e a impunidade de agentes públicos no âmbito Municipal e cria o Dia Municipal de Combate à Corrupção. • 4 – Lei nº 8.788, de 30 de outubro de 2017, que Institui no Calendário de Eventos de Campos dos Goytacazes, a Semana de Conscientização Sobre a Alergia Alimentar, realizada anualmente, na terceira semana do mês de Maio. • 5 – Lei nº 8.806, de 21 de dezembro de 2017, que dispõe sobre a proibição do uso, no Município de Campos de produtos, materiais ou artefatos que contenham quaisquer tipo de amianto ou outros minerais que, acidentalmente, tenham fibras na sua composição. • 6 – Lei nº 8.808, de 21 de dezembro de 2017, que dispõe sobre a Política de Valorização à Vida e cria a Semana de Prevenção ao Suicídio. • 7 – Lei nº 8.835, de 22 de maio de 2018, que dispõe sobre atendimento prioritário para pessoas que realizam tratamento de quimioterapia, radioterapia, hemodiálise ou utilizem bolsa de colostomia, no Município de Campos dos Goytacazes. • 8 – Lei nº 8.838, de 23 de maio de 2018, que dispõe sobre a utilização de mensagens educativas informando o uso indevido de álcool, entorpecentes e de cigarros em shows, eventos culturais, esportivos e similares que sejam voltados para o público infanto-juvenil. • 9 – Lei nº 8.856, de 24 de outubro de 2018, que cria a medalha de mérito evangélico. • 10 – Lei nº 8.864, de 22 de novembro de 2018, que dispõe sobre a obrigatoriedade da apresentação da caderneta de vacinação da criança e do adolescente no ato da matrícula e da rematrícula escolar no município de Campos dos Goytacazes • 11 – Lei nº 8.883, de 17 de dezembro de 2018, que proíbe informes de qualquer natureza em estacionamentos ou similares com dizeres que isentem estabelecimentos comerciais, supermercados, shoppings ou congêneres da responsabilidade por danos materiais e/ou objetos deixados no interior do veículo, no Município de Campos dos Goytacazes e dá outras providências. • 12 – Lei nº 8.904, de 09 de maio de 2019, que dispõe sobre a obrigatoriedade dos estabelecimentos comerciais e financeiros no âmbito do Município de Campos dos Goytacazes oferecer atendimento diferenciado para pessoas com deficiência auditiva e dá outras providências. • 13 – Lei nº 8.945, de 24 de outubro de 2019, que institui a Semana de Conscientização e Prevenção à Alienação Parental e dá outras providências.