Roberto Henriques queima na largada

Li em um site local que o ex-deputado Roberto Henriques, vulgo RH , comparou Rafael Diniz ao seu ex chefe Garotinho. Roberto é um homem inteligente, experiente e honesto, porém, na ânsia de voltar à tona cometeu um ato falho.
Vamos lá. Ao comparar Rafael a Garotinho, RH tenta tirar o seu da reta, pois além de ser uma comparação esdrúxula (não se compara ex-presidiário a gestor no pleno exercício do cargo e com contas aprovadas pelo TCE), se esqueceu de dizer que é fã incondicional do ex-político da Lapa, que hoje reside na casa de sua secretária no Rio de Janeiro e já é condenado em duas instâncias.
Rafael não faz uma gestão perfeita e a área da saúde e da iluminação pública, por exemplo, ainda são calos enormes. Ao contrário da gestão do ex-chefe de RH, não há indícios de corrupção, nem houve, até o presente momento qualquer operação da PF prendendo agente público nomeado por Rafael.
Na gestão dos aliados de raiz de RH teve tanta gente condenada (ratificado nas inúmeras sentenças judiciais) quanto à quantidade ilegal de cheques cidadãos ofertados em troca de votos, isso sim, ato de corrupção que iludiu a população mais carente, nunca incentivada a ser independente.
RH foi um deputado que fez um mandato valoroso e com grandes inserções pelo estado, mas tem na veia o pecado capital da inveja, pois menosprezou a capacidade de Rafael de vencer o pleito em 2016, quando sonhou em ser o cabeça de chapa com o neto de Zezé para vice, essa sim, a sua maior frustração naquele momento.
Não estou aqui para defender o governo de Rafael, até porque cobro publicamente quanto entendo necessário (bastando uma lida rápida em minhas redes sociais para essa constatação) e ele tem capacidade para fazer isso sem a minha ajuda.
Porém, quando vejo um ex-parlamentar como RH, que poderia iniciar a sua saída do ostracismo com discursos edificantes, salutares e com alternativas para as deficiências da atual gestão, me deparo com um estudante universitário (sim, está fazendo faculdade), com os cabelos longos (parecido com seu ex-chefe), com um discurso simplista e deformado.
Roberto tem poeira na mochila, como ele mesmo gosta de dizer e poderia ser um expoente intelectual no ato de debater, pois conhece a cidade, sabe de cor cada lugarejo, mas mostrou que o ranço garotista vaga, como alma penada no seu ser. Na primeira oportunidade de aparecer, não apareceu, apenas se mostrou ter embutido no seu âmago, a forma do seu ex-líder de atuar, ou seja, bater, por bater.
Surfando de ‘more bug’ em mar de altas ondas, aproveitando apenas das falhas da atual gestão, entra no cenário diminuto, parecendo um político qualquer, mais um no cenário e ser mais um, seu ex-chefe, o Garotinho, já o considerou por diversas vezes.