Edson e Montalvão: o joio e o trigo.

Durum Wheat

Na semana que passou, muitas foram as especulações acerca da chegada de Edson Batista, ex-vereador, ao governo Rafael Diniz e a saída de Victor Montalvão da espinhosa Superintendência de Postura.

Como as duas possibilidades ainda estão no campo da especulação, irei tecer comentários, como se as duas possibilidades fossem se concretizar.

Edson Batista, ex presidente da Câmara de Campos é um dos mais ferrenhos seguidores do casal de ex- governadores, que já foram presos e respondem a vários crimes. Edson, no governo Rafael seria, na minha leitura, uma desmoralização para todos que vivenciaram a forma de fazer política do grupo ao qual ele pertence. Edson Batista pode ser bom médico, ótimo chefe de família, mas representa um casal que precisa ser enterrado na política, pois queimou a imagem do município, fez seus cidadãos sangrarem e sugou o que puderam de nossos recursos.

Dizer NÃO à entrada de Edson Batista na atual gestão é uma obrigação, um dever, um ato de cidadania e até cívico.

Com relação a especulação da possível saída de Victor Montalvão, confesso que me preocupo com isso, pois se trata, na minha visão, de um dos melhores superintendentes da atual gestão. Motivo: ser fiscal da natureza é mole, mas enfrentar, diariamente, irregularidades não é tarefa simples, principalmente dentro de um governo que busca, após dois anos, produzir agendas positivas em demasia. Sei que do outro lado do ato de fiscalizar se encontram famílias que precisam de seus respectivos trabalhos para se sustentarem.

Contudo, fiscalização é fiscalização e quem estiver laborando de forma correta, que aplaudamos e se não estiver e não houver uma forma legal de regularização, infelizmente cabe sim, a Postura, o ato de punir.

As especulações da entrada de Edson e da saída de Montalvão são é como se estivéssemos diante de dois nódulos, um maligno e outro benigno e nesse caso, não há como ter dúvidas, ou seja, a manutenção de Montalvão é necessária e saudável, pois mostra para a sociedade que não há como fazer um omelete sem quebrar os ovos e que ser mudança é se arriscar e contrariar interesses. No caso de Edson, mantê-lo distante da administração é mostrar que não esquecemos desse grupo de gestores passados, que transformaram nosso município em uma mesa de carteado.

Não estou dizendo que Montalvão é um santo (talvez tenha pouco jogo de cintura), nem que Edson é o pior dos males, mas cá para nós, a figura do primeiro representa algo saudável e a imagem do segundo, uma gestão assistencialista que se valeu do sofrimento dos mais carentes para alicerçar projetos políticos individuais de poder e que várias prisões gerou.

Espero, do fundo do meu coração, que as hipóteses não saiam do campo da especulação. Afinal, a única semelhança que haverá entre os dois, caso tudo isso seja verdade, é que serão duas notícias desgastantes para a gestão de Rafael Diniz.