Construtores de Campos relatam impasse com Águas do Paraíba

É Público e notório a luta do vereador Cláudio Andrade (DC) em defesa do consumidor, no que se refere aos serviços prestados pela empresa Águas do Paraíba.

Até o presente momento, Andrade fez duas solicitações administrativas à empresa. Na primeira, foi obtida uma resposta genérica, longe do que realmente foi solicitado (o plano de ação da empresa até dezembro de 2019). E, na segunda, a empresa não cumpriu o prazo, deixando assim de apresentar o processo de licitação que originou o contrato com a PMCG, os termos aditivos, dentre outras solicitações.

Após a publicação das matérias do vereador nas redes sociais, alguns construtores de loteamentos e condomínios procuraram o vereador para denunciar algo que entendem como uma prática incorreta realizada pela empresa Águas do Paraíba.

Segundo eles, quando os loteamentos e condomínios são construídos, as empresas já o fazem com a rede de esgoto e água prontas, bastando à empresa Águas do Paraíba apenas fazer as devidas ligações, de fora para dentro.

Contudo, a reclamação dos construtores é de que mesmo cumprindo com a parte deles (construção das redes de água e esgoto dentro dos condomínios e loteamentos), a empresa exige que os loteamentos e condomínios colaborem com os custos para viabilizar a extensão do abastecimento de água e esgoto sanitário externo.

Ou seja, além de custear as obras internas dos loteamentos e condomínios os construtores precisam arcar com uma despesa que deveria ser de responsabilidade integral da empresa Águas do Paraíba.

Os empresários relataram ao vereador que, em um determinado caso específico, até valores foram exigidos para a construção de elevatórias, estações de tratamento de esgoto, dentre outros serviços. Todos externos, o que deveria ser de responsabilidade da empresa que recebe dos cofres públicos (teve inclusive reajustamento em dezembro de 2018), pois os serviços externos, servem, por questão de lógica, para abastecer a comunidade e isso não é uma obrigação dos responsáveis por empreendimentos privados.

Causa espanto que esta exigência faz parte de contrato, porém, os valores são aleatórios, como, por exemplo, em alguns locais são cobrados aos construtores, quatrocentos e vinte mil e, em outros, os valores chegam a oitocentos e vinte mil reais.

Detalhe importante que, no contrato paralelo assinado entre os empreendedores. Dizem os empresários, que os valores são depositados, via transferência bancária, na conta de empresas terceirizadas e contratadas pela empresa Águas do Paraíba, como condição para que o habite-se seja liberado, mesmo se a obra já tenha cumprido com todas as exigências.

Vale ressaltar que a empresa Águas do Paraíba não apresenta publicamente seus lucros, deixando os contribuintes apenas com o conhecimentos dos gastos, diferente de outros estados como o de São Paulo.

Os contribuintes campistas já estão amargando valores altíssimos sem ter um serviço de qualidade e que não abrange todos os locais.
Agora, são os empresários que desejam investir em nosso município, gerando inclusive empregos e giro de capital, mas estão esbarrando nas exigências contestáveis, passíveis de discussão judicial e que eles consideram absurdas, feitas pela empresa Águas do Paraíba.

O contrato citado na matéria se encontra em poder do vereador.

Desde já, o contraditório está franqueado para a empresa Águas do Paraíba. Para isso, basta enviar resposta para o blogclaudioandrade.com.br

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